Seja amigo de Aristóteles

▬ The New York Times ▬

Este texto foi originalmente postado em meu perfil no Steemit, uma plataforma que remunera o criador pelo seu conteúdo, confira:

Aristóteles foi, possivelmente, o pensador grego mais influente na sociedade ocidental. Seus pensamentos versavam entre política, metafísica, lógica, ética, religião, biologia e todo tipo de assunto que instigasse o seu interesse.

A bem da verdade, Aristóteles é considerado o pai intelectual de muitas dessas áreas de conhecimento. Na política, nos fez entender nosso status de animal político (zoon politikón, em grego); na ética, nos fez despertar para a virtude do meio termo e o poder do hábito em consolidar tais virtudes; na biologia, foi responsável pela taxonomia, a ciência da classificação de espécies (que teve forte apoio de Alexandre, O Grande, pupilo de Aristóteles e rei da Macedônia); em lógica e metafísica, bem… ele foi literalmente o pai dessas áreas, sendo seu criador.

Posso continuar citando todas as áreas que tiveram a contribuição inovadora de Aristóteles, mas isso deixarei para outra oportunidade. O fato é que, com uma postura sempre reservada e disposta, inclusive a ponto de confrontar seu mestre, Platão, legou à humanidade um vasto conhecimento, sendo hoje também reconhecido, de certa forma, como pai da ciência, ao focar seu estudo para o mundo empírico e deixar o mundo ideal de canto.

Porém, mesmo diante de tantas teorias e hipóteses, Aristóteles tinha os pés no chão. Ao menos é o que sugere a sua filosofia do meio-termo, em que ele diz que, para sermos virtuosos, devemos necessariamente buscar os meio-termos daquilo o que nos rodeia — entre a ousadia e a covardia, está a prudência, por exemplo.

Justamente por ter esse equilíbrio sempre em mente, Aristóteles foi um bom reconhecedor do que seja a verdadeira amizade. Em seu livro Ética a Nicômaco (link afiliado), nosso ilustre filósofo afirma:

“Com efeito, ninguém escolheria viver sem amigos, ainda que dispusesse de todos os outros bens, e até mesmo pensamos que os ricos, os que ocupam altos cargos, e os que detêm o poder são os que mais precisam de amigos; de fato, de que serviria tanta prosperidade sem a oportunidade de fazer o bem, se este se manifesta sobretudo e em sua mais louvável forma em relação aos amigos?”

Quem quer cultivar boas amizades, portanto, com toda certeza precisa conhecer a filosofia aristotélica.

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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