Liberalismo social x Liberalismo econômico

Falar sobre “progresso” geralmente tende a ser nebuloso. Definir o que seja “progredir” é, muitas vezes, priorizar certas visões de mundo em detrimento de outras.

Para alguns, o progresso se dá por meio do liberalismo social, que é esse das liberdades individuais que dá a todo tipo de pessoa, inclusive às minorias, capacidade de fazerem o que bem quiserem de suas vidas.

Para outras pessoas, o progresso se dá por meio do liberalismo econômico que, por sua vez, está mais direcionado a liberdades de mercado, muitas vezes excluindo as questões sociais como se tais fossem periféricas.

Os conservadores tendem a ser assim: liberalismo econômico COM POUCO liberalismo social. Os esquerdistas tendem a ser assim: liberalismo social COM POUCO liberalismo econômico.

Liberais, de fato, tendem a defender tanto liberalismo social quanto econômico, pois entendem que uma sociedade só avança e ganha estabilidade, economicamente falando, quando seus aspectos sociais são bem desenvolvidos e dão à população em geral capacidade para alavancar-se econômica e socialmente (ou alguém aqui negaria que, com a libertação dos escravos, a possibilidade da mulher trabalhar e a criação de produtos em larga escala homossexuais, a economia não melhorou e fez progredir uma sociedade, nesses termos?).

Quando buscamos fazer progredir a sociedade, temos que nos perguntar “a partir de qual ponto de vista estou defendendo que isso seja ‘progresso’?”. Não só isso: enquanto não tomarmos, como princípio, que liberdade não se restrinja às nossas conveniências, continuaremos a prejudicar algum aspecto da nossa realidade, seja ele social ou econômico.

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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