Acho que a inspiração é algo problemático. Ok, não a inspiração em si, mas o modo recorrente de pensarmos a inspiração: pensamos inspiração como motivação.

Qual o problema nisso, afinal? É que vermos a inspiração como um agente motivador de nossas ações acaba por nos fazer vítimas da falta de inspiração, vítimas da DESmotivação, resultando disso que acabamos deixando de fazer o que poderíamos estar fazendo apenas porque nada nos surge pronto na cabeça, o que nos faz dar a velha desculpa “ah, não faço porque não tô inspirado”.

Sei que a inspiração é algo que impulsiona nossas ações a ponto de realizarmos feitos maravilhosos e repletos de sentido, mas deixar a própria vida e o próprio propósito de viver “nas mãos” de algo tão improvável e nada concreto quanto a inspiração é deixar a própria importância de viver esvanecer-se no ar.

E é agora que você escolhe se deseja ter inspiração ou se deseja inspirar. Afinal, uma pessoa inspiradora é uma pessoa que, mesmo diante de barreiras e de supostos impedimentos, não desiste de fazer o que quer fazer só porque nada lhe ocorre à mente.

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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