Não sei se foi a tua boca ou o teu beijo, também não sei se foi o teu toque ou o teu corpo, mas sei que é intenso e que me faz suspirar quando tua mão roça o meu rosto.

Me arrepia a espinha, me eriça os pelos do braço, me escorre o suor quando me toma o calor do teu abraço. É forte como o vento, mas delicado como a brisa. Então coloca na cabeça que é tu que me alucina.

Te falo de coração, mesmo, sem sermão. Gosto de ti, menina, e gosto com emoção. Chorei, eu sei, mas quem não lacrimeja ao menos uma vez? É meio salgado, bugado, estranho de aceitar que eu também tenha um outro lado.

Tô me conhecendo enquanto louco e sentindo mais do que poderia controlar, mas vamos combinar que deixar rolar é pra poucos. Banal, fútil, birra e briga que vimos ser inútil. Tem palavra saltitando e rimando, enquanto tô falando e lembrando da vez em que pagode nos pegamos dançando.

Saudade de ti, menina. E eu não sei se foi a tua boca ou o teu beijo, nem se foi teu toque ou teu corpo, mas tô com saudade, e na verdade isso é muito louco. Louco é pouco, a verdade é que é forte e saudoso, e isso não é novidade. Mas, dane-se, eu repito: eu tô com saudade.

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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