Eu particularmente gosto da definição de Ayn Rand sobre o racismo:

“O racismo é a forma mais baixa e mais cruelmente primitiva de coletivismo. É a noção de atribuir significado moral, social ou político à linhagem genética de uma pessoa — é a noção de que os traços caracterizadores e intelectuais de uma pessoa são produzidos e transmitidos por sua química corporal interna. O que quer dizer, na prática, que uma pessoa deve ser julgada, não por sua índole ou ações, mas pelas índoles e ações de um coletivo de antepassados.”

Ou seja, o racismo nunca é individual, mas coletivo. Pois faz com que o racista sinta que pertence a um conjunto de pessoas e que as ações dessas pessoas são as ações louváveis. Em contrapartida, as ações do grupo étnico de pessoas distinta de si são ações condenáveis.

E sabe o que é engraçado nisso tudo?

Isso me lembra muito movimento negro atual destilando ódio contra pessoas só porque são brancas. A ideia de que você deve ser julgado pelas ações de antepassados é a própria ideia da chamada “dívida histórica”. No fim das contas, muitos que dizem ser contra o racismo são abertamente racistas.

O “combate ao racismo”, muitas vezes, passa por um “combate a si mesmo”. Nunca será possível extinguir o racismo da humanidade enquanto ficarmos nos dividindo entre negros e brancos, e fizermos disso bandeiras coletivas com as quais nos responsabilizamos pelos atos de um grupo de indivíduos.

Ninguém deve ser responsabilizado por atos que não cometeu. Isso significa que um negro não deve ser escrachado por pertencer à sua etnia, ao mesmo tempo significando que um branco não deve ser julgado por erros de antepassados.

Precisamos, juntos, pensar em meios possíveis de manter uma harmonia social capaz de permitir a plenitude da realização humana individual nesta sociedade que esquece do indivíduo em detrimento do coletivo.

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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