Essa coisa chamada ego é bem complicada. Se o cultivamos de modo a que ele faça com que nos sintamos melhor ou mais grandiosos que qualquer outro ser no mundo, acabamos nos frustrando, à medida que nos inteiramos do fato de que estamos nos auto-iludindo.

Você pode ser uma pessoa linda, maravilhosa, de dar inveja em qualquer um. Eu posso inclusive entrar numa fila pra tentar chegar perto de você, mas, mesmo nessa posição aparentemente inferior, eu ainda sou capaz de um dia te rejeitar. E na rejeição a gente percebe que “não somos tudo o que pensávamos ser”.

O que quero dizer é que evitar exaltar o ego, sempre que puder, é um ato de autodefesa. É inclusive um ato de amor próprio. Por mais clichê que possa parecer, quanto maior o ego maior a queda.

Mas, claro, é comum que as pessoas pensem que um “ego calmo” é um ego frágil. Essa associação é equivocada. Um ego calmo pode sim ser um ego forte. Um ego forte é aquele ego o qual está firme perante si mesmo, convicto de que está saudável e não precisa da validação alheia para ser valorizado.

Egos frágeis, portanto, costumam ser egos exaltados, uma vez que tais egos exigem a validação externa para se manterem no topo desse castelo que eles mesmos criaram.

E aí, como está o seu ego hoje?

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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