Análise do documentário Vegano Periférico

Vegano Periférico é um documentário da Habitante Filmes, dirigido por Rauany Farias e distribuído pela Mídia Ninja. O doc é baseado no trabalho feito pelos irmãos Eduardo e Leonardo Luvizetto, que mantêm o instagram @veganoperiferico.

O propósito do documentário fica bem claro ao final dele, que encerra com a mensagem de que é possível você ser vegano sendo de uma classe social mais baixa.

“Só isso que a gente tenta fazer até hoje: mostrar que é possível você ser trabalhador, você pegar busão, você viver na periferia ou em outro lugar, mesmo sendo muito pobre, ser um funcionário e ser vegano. É possível. A gente só quer mostrar que é possível. Só isso.”

Para analisar o documentário, resolvi produzir um vídeo em meu canal no YouTube, e te convido a assistir:

Se você não quer assistir ao vídeo, e prefere só ler, saiba que coloquei, logo abaixo, o roteiro que utilizei para o vídeo. Então… Boa leitura!

E pra tentar ir mais a fundo nesse documentário, eu vou tentar cruzar alguns dos meus conhecimentos sobre filosofia e ética animal pra fazer uma análise crítica do que foi exposto nele.

Então já te peço que fortaleça a causa já deixando seu like e me dizendo, aí nos comentários, se você já assistiu ao documentário do Vegano Periférico ou não, e o que você achou. Se ainda não assistiu, acredito que depois dessa análise você terá interesse. Ah, já fica o convite também pra você se tornar membro aqui do canal. Basta clicar aí embaixo no botão SEJA MEMBRO e escolher suas recompensas.

Sem mais delongas, bora pro doc.

A primeira coisa que notei no documentário foi a seleção da mensagem logo no início, que é bastante reveladora e indicativa do que podemos esperar em termos ideológicos do material a ser assistido.

Isso porque, no começo do filme, os irmãos estão fazendo uma leitura a partir de um livro didático de ensino médio sobre Karl Marx, um renomado intelectual do século 19 que criticava a geração de lucro do sistema capitalista:

“Já pensou na forma com que os trabalhadores produzem, e no que eles produzem?”

Esse breve trecho indica que o documentário pressupõe uma mensagem marxista, no sentido de fazer uma crítica baseada na disputa de classes sociais. O trecho também reflete uma ideia de Marx chamada “alienação do trabalho”, que nada mais é que uma crítica sobre como a divisão do trabalho e setorização da economia deixam os trabalhadores alheios ao processo produtivo no qual eles mesmos estão envolvidos, de modo que eles não saibam para o que exatamente estão trabalhando, e nem mesmo pelo que estão pagando enquanto consumidores. Pra entenderem melhor sobre isso, recomendo minha palestra intitulada Mercadoria Animal, que vou deixar aí no card do vídeo.

Depois de ler sobre Marx e o processo produtivo, os gêmeos vão preparar o almoço vegano, cortando alguns vegetais. A seleção de corte aqui é interessante, pois se pula de uma reflexão teórica sobre nossa relação com o que produzimos para uma situação prática em que o consumo é cotidiano.

Também é interessante que, em menos de 3 minutos de documentário, já se fala de machismo e homofobia, e como esses preconceitos estão relacionados ao consumo de carne, de modo que os homens acreditem que não comer carne é igual a ser gay (ou “Menos homem”).

De fato, parece ser muito comum a ideia de que se alimentar de animais mortos tenha algo a ver com masculinidade. No documentário The Game Changers, por exemplo, Arnold Schwarzenegger reforça esse mesmo ponto, afirmando que a mídia costuma vender a ideia de que homens de verdade comem carne, mas que isso é apenas marketing, e não se baseia na realidade.

Ainda nesse mesmo contexto de crítica ao machismo, os adotam o conceito de “lugar de fala”, quando dizem o seguinte:

“Nós não estamos falando de feminismo, porque não somos mulher pra falar de feminismo; Nós estamos falando de machismo, que é como fomos treinados pra ver o mundo, temos essa vivência.”

Aqui vale uma crítica: embora seja definitivamente preferível que mulheres falem sobre feminismo, isso não significa que homens não possam falar ou estejam desautorizados a falar apenas porque são homens. Se significasse, então a própria causa vegana perderia o sentido, pois somos nós, humanos, falando em defesa de animais de outras espécies. De acordo com o conceito de lugar de fala, e se ele for aplicado rigidamente, então o veganismo perde seu sentido enquanto causa social, uma vez que os porta-vozes do veganismo não são os animais, mas justamente indivíduos pertencentes à espécie humana, o que significa — se formos fazer uma analogia com o recorte de classes convencional entre burgueses e proletários — que o veganismo é uma pauta de burgueses em defesa dos proletários, tal como feminismo já foi uma pauta engajada por homens em defesa de mulheres, como por exemplo percebemos no livro A Sujeição das Mulheres, de John Stuart Mill. Em outras palavras, você não precisa ter vivência como vítima para falar em defesa das vítimas.

Mas papo vai… Papo vem…

De repente entramos numa conversa sobre como o Eduardo teve dificuldades pra gostar de vegetais durante a infância, devido à sua criação, e ele só foi mudar depois de decidir que deveria se encher de conteúdo sobre veganismo, convicto de que:

“Não acho certo ter que matar animais pra comer. Ponto.”

Então rola um corte de cena, e entra na tela uma interação com um cachorro de porte pequeno, de raça, um verdadeiro pet membro da família. Pula-se de um papo sobre comida para uma relação entre humanos e animais de estimação. Se for pra atribuir um sentido a esse recorte, eu diria que a seleção de cenas parece ironizar a distinção convencional entre animais para comida e animais para companhia.

E aqui entra a mãe dos gêmeos falando algo fundamental em todo documentário vegano, mas que especialmente tem a ver com a mensagem do começo deste documentário em particular:

“Se eu ver matar animais, eu não como.”

“Se eu ver matar animais, eu não como.” Percebam o quão sincera e realista é essa alegação: nós não queremos ver pelo que estamos pagando. Pra ilustrar, vale conferir uma peça de humor chamada Moedor de Porco, que foi popularizada pelo humorista Ivo Holanda, e deixa explícito como as pessoas querem comer carne, mas sem estarem cientes de como a carne é feita. Vou deixar o link no card aí também.

Agora, para além do humor, a mensagem da mãe dos gêmeos tem uma importância teórica relacionada diretamente à mensagem marxista do começo do documentário, pois ela narra sobre como a industrialização dos alimentos de origem animal acabam por distanciar os processos produtivos dos consumidores, fazendo com que eles fiquem mais à vontade com o consumo. Como eu falei no começo, isso diz respeito diretamente à ideia de alienação, uma vez que ficamos alheios ao que de fato está ocorrendo. A declaração da mulher demonstra que pessoas comuns estão cientes da exploração animal, mas preferem ser ignorantes intencionalmente, fingindo que não sabem sobre o que está acontecendo, porque saber não é cômodo. Aliás, Ignorância Intencional é um termo bem interessante explorado por esse outro vídeo que eu tô deixando aí no card. E pra lidar com esse tipo de ignorância, os veganos ganham um papel vital em abrir os olhos das pessoas. É como a mãe dos gêmeos fala: “se eu começar a assistir aos vídeos eu não vou mais comer carne.” O papel do vegano acaba sendo o de não permitir que a ignorância intencional tome conta.

Outro ponto bastante interessante dessa conversa vem logo em seguida, quando se fala sobre a precarização da informação:

Mãe: “a informação pra nós é totalmente precária.”

A frase faz refletir sobre como a mentalidade do respeito aos animais não é apenas uma questão psicológica, jurídica e filosófica, mas também uma questão de democratização do acesso à informação. Aqui o trabalho do Vegano Periférico se justifica, ao facilitar a compreensão das camadas sociais mais pobres.

Muda a cena, e estamos então num supermercado, na seção de hortifruti. Aqui o Leonardo diz o seguinte:

“O bacana é isso: Antes eu não sabia o que tava na época, agora eu sei… A bergamota pocã tá na época”.

Em pouco tempo, pulamos de uma situação de falta de acesso à informação para uma em que a informação é tão bem acessada que a pessoa a utiliza para fins práticos em seu dia a dia. Essa situação mostra que a adoção do estilo de vida vegano tem vantagens inclusive pro dia a dia num nível financeiro, sobre como selecionar produtos mais baratos de acordo com a informação sobre como ecossistemas funcionam.

No documentário inteiro o que mais vemos são produtos vegetais in natura, não industrializados, sendo preparados e consumidos. De repente tudo começa a fazer sentido, quando o Leonardo diz o seguinte:

“O maior problema do veganismo é que as pessoas estão olhando pra sociedade de uma forma industrializada… Na hora de desconstruir, ela não consegue olhar pro veganismo sem imaginar o produto industrializado vegano, de modo que os produtos industrializados veganos sejam caros, e as façam concluir que ‘veganismo é caro’”.

De fato, dependendo do seu olhar sobre o que seja uma boa alimentação, veganismo pode ser ou extremamente caro ou mesmo extremamente barato. Para muitas pessoas, comer bem significa ter acesso abundante a produtos processados industrialmente, enquanto pra outras pessoas significa tão somente ter acesso abundante a alimentos frescos e orgânicos. Geralmente as pessoas que dizem que veganismo é caro são pessoas que focam sua alimentação naquilo que está disponível de alimentos processados em prateleiras de supermercado, e de fato ainda não há tantos produtos processados veganos disponíveis pra fazer concorrência com a abundância exorbitante de produtos com ingredientes de origem animal.

E além da insuficiência de produtos industrializados veganos, também há insuficiência de lanchonetes e restaurantes veganos para todos os públicos.

Aos 17 minutos é feita a crítica de que grandes empresas veganas não estejam muito preocupadas com disseminar um veganismo acessível, pois estão nichando para públicos específicos que podem pagar preços mais elevados. A ideia aqui é criticar um nicho de mercado elitista, mas lembrando que é possível ter inclusão social mesmo quando o público base do empreendimento vegano não é popular:

“Tem restaurantes que colocam segunda ou terça a 10 conto, isso viabiliza”.

O Leonardo também fala sobre a importância de ter uma mentalidade vegana quando você vai começar um empreendimento vegano:

“Quando uma pessoa abre um estabelecimento, a mentalidade dela, ao abrir esse estabelecimento, é o que vai direcionar preços, é o que vai direcionar a linguagem… Se uma pessoa abre uma parada só pra viver a vida dela e lucrar com isso, ela não vai estar preocupada com popularização de causa, com recorte social… A preocupação dela vai ser só abrir o estabelecimento, abraçar o público vegano e fazer a vidinha dela.”

Nessa parte eu tenho mais uma crítica a fazer:

O ponto do Vegano Periférico aqui é que um estabelecimento vegano deve ter a MOTIVAÇÃO DA CAUSA VEGANA acima de tudo, como prioridade número 1. Entretanto, se formos reduzir todos os estabelecimentos veganos a essa motivação, excluindo os que não a tem, provavelmente teríamos muito menos estabelecimentos veganos pelo mundo, o que não ajudaria os animais, definitivamente… Isso porque, para os animais, é indiferente se a motivação pra ajudá-los é o lucro ou o interesse genuíno em ajudá-los… Pros animais, o importante é serem ajudados, seja da forma que for.

Logo em seguida o Eduardo critica a gourmetização de alimentos veganos e fala sobre a importância da forma como divulgamos as mensagens veganas, dizendo que escrevê-las em inglês apenas atinge uma bolha, o que não condiz com a importância da mensagem, que precisa atingir o máximo de pessoas. Seu primeiro texto sobre veganismo nasceu aí, reclamando da elitização das mensagens veganas, porque ele mesmo gostaria de entender essas mensagens mas não consegue compreendê-las especialmente quando são feitas em inglês, devido à barreira da língua.

O que eu ressaltaria sobre isso, porém, é que dependendo da mensagem, faz sentido que ela seja nichada, voltada a um público específico e com uma linguagem específica. Nem toda mensagem a favor dos animais precisa ser genérica, atingindo todo mundo. Por exemplo, o Fernando Schell Pereira, presidente da ONG Princípio Animal, me deu uma entrevista para o podcast Logismos, que vou deixar aí no card do vídeo. Nessa entrevista ele fala sobre como o ativismo fica mais eficaz quando sua mensagem tem público definido, como por exemplo a defesa específica de cavalos frente ao público de gaúchos tradicionalistas, que estimam cavalos mais que qualquer outro animal; Ao falar numa linguagem que esses gaúchos entendem, Fernando conseguiu ampliar seu impacto na defesa desses cavalos, fazendo com que mais e mais tradicionalistas concordassem com sua mensagem. Ou seja, nem toda mensagem vegana precisa ser popular. Na verdade, ela pode inclusive ser mais eficaz quando feita de um modo específico e direcionada a um nicho específico.

“Veganismo, veganismo MESMO, é um ato político anti-exploração; um ato político anti-especismo… Antes de qualquer coisa, ele é um posicionamento político, mesmo. Não tem a ver só com alimentação, dieta, etc. Veganismo tem a ver com exploração animal. Quando você olha pra exploração animal, você vê que é o capitalismo que trata os animais como objetos, ensinam a população que é assim que funciona e sempre foi assim, e nós nos opomos a isso. Vai muito de jogo político não olhar pra produção orgânica, pra agricultura familiar… Porque não dá tanto lucro. Tal como não dá tanto lucro se preocupar com o planeta, com a floresta, com o que você tá plantando…”

Aqui eu faço outra CRÍTICA: de fato, a postura moral vegana implica uma postura fundamentalmente política, uma vez que busca criticar um modelo de sociedade vigente ao propor um outro; Nesse sentido, todo veganismo, ao propor a abolição da exploração animal, é um ato político — mesmo o veganismo liberal, que ao contrário do veganismo marxista não assume que o capitalismo precisa ser destruído para que o mundo vire vegano. Ou seja, embora o capitalismo tenha como norte a busca por lucro, não é exclusivo do sistema capitalista aquilo que Gary Francione, o mais notável abolicionista dos direitos animais, reclama como fundamento de toda exploração animal, que é justamente o tratamento jurídico dos animais como propriedade. Em outras palavras, tratar animais como propriedade é algo que não é exclusivo do capitalismo, não sendo sequer fundamental ao próprio capitalismo para que ele vigore enquanto sistema político, social e econômico. Se formos levar a sério o que diz Francione, é possível, sim, que uma sociedade seja vegana ao mesmo tempo em que seja capitalista, contanto que os animais deixem de ser tratados, juridicamente, como propriedade dos seres humanos. E pra que isso aconteça, a batalha será não num nível econômico, apenas, mas num nível social e jurídico, de conscientização sobre a dignidade dos animais não-humanos.

A seguir, cerca de 10 minutos do documentário se passam numa horta comunitária de Campinas, em São Paulo, onde agricultores reclamam da falta de cobertura pública, e das suspeitas de corrupção sobre prêmios ou financiamentos que deveriam ser direcionados a essas hortas — prêmios estes que foram anunciados mas nunca chegaram. O discurso dá a entender que existe algum tipo de diretriz pra sucatear hortas comunitárias e o modelo de agricultura familiar em detrimento de monoculturas e da indústria agro.

Como diz o Eduardo:

“Vai muito de jogo político, também, não olhar pra essas produções orgânicas, agricultura familiar, porque não dá tanto lucro.”

Nos direcionando pro final, temos uma mensagem que serviu de trailer pro documentário, e que eu considero realmente digna disso, porque ela é muito interessante. Nela, Eduardo diz que a indústria de exploração animal está o tempo todo esfregando em nossas caras que comer animais é bom e mesmo necessário pra nossa saúde, de modo que isso fique tão batido em nossas mentes que nos escandalizemos quando aparece um vegano e diz o contrário.

“Se você ligar a TV agora, você vai ver toda hora na sua cara: consuma carne, consuma leite, consuma ovos, consuma isso, consuma aquilo. Se você desligar a TV e pegar um jornal, vai tá no jornal: promoção de carne, filé, churrascaria; você desliga e pega o celular, vai tá publicidade lá: ‘melhor churrascaria de Campinas’. Aí você vai pra rua e pega o busão: atrás do busão tem o quê? McDonald’s, Burguer King… Tá jogando na sua cara toda hora: carne, leite, ovos, mel, consuma mais queijo, mais queijo… Em todo lugar se fala em carne, leite e ovos. E ninguém fala nada… Aí quando o vegano questiona essa indústria, que é massacrante e que fala 10.000 vezes mais do que um vegano fala, que toda hora tá colocando na tua cara em todos os veículos de mídia, o cara é tratado como chato. Por quê? Porque tá questionando o modelo social. Quando você questiona, você se torna chato. Não por você ser chato, mas porque as pessoas não querem pensar sobre isso, elas não querem pensar sobre o que elas tão fazendo. Aí elas criticam e te julgam.”

No livro “Por que amamos cachorros, comemos porcos e vestimos vacas”, a psicóloga Melanie Joy explora essa questão dando nome ao sistema de crenças que sustenta nosso entendimento de que comer animais é normal e justificável, e esse sistema ela chama de “carnismo”. Se você quer entender a profundidade da crítica do Vegano Periférico sobre como somos treinados o tempo todo a normalizar a exploração animal, vale a pena conferir o que Melanie Joy tem a dizer sobre isso. (Você pode acompanhar a leitura do livro ao vivo em meu canal, aqui.)

Por fim, Leonardo fala o seguinte:

“Por que a publicidade não abre um matadouro e fala: ‘população, vocês querem consumir isso? É isso que vocês gostam? Então vejam o que vocês tão consumindo.’ Esse é o ponto mais crítico, né, de as pessoas não entenderem o que elas tão consumindo. Elas não têm essa noção, entendeu? E a publicidade, criminosa, vem pra maquiar tudo isso e fazer da população uma população ignorante sobre o sofrimento animal, matando milhões de animais, tudo pra gerar renda, pra gerar grana, pra exportar animais e milhares de coisas, entendeu?”

Se formos colocar esse trecho num nível jurídico, vamos acabar caindo numa defesa dos direitos do consumidor, uma vez que a transparência necessária para garantir que os consumidores saibam pelo que estão pagando reside na publicização do que é feito nos matadouros por todo lugar. Porém, não é do interesse de quem tem lucro tornar público e conhecido o que exatamente é feito no processo de criação de animais para consumo, e essa falta de interesse é tamanha que sequer é uma pauta legislativa garantir que os consumidores possam visitar fazendas e acompanhar o passo a passo da produção de carnes tal como podemos acompanhar o passo a passo da produção de chocolates numa indústria de cacau.

Enfim… A mensagem principal do documentário vem com a mensagem de que sim… É possível ser vegano e ser periférico, pois com o mínimo de acesso à informação e vontade consciente, ser vegano é uma realidade alcançável.

Porém, existe uma mensagem auxiliar que está desde o começo e vai até o fim do documentário, e é a seguinte: pra que a mudança seja possível, você precisa antes saber o que está acontecendo. Você precisa entender como o sistema funciona, entender como estão alocadas suas engrenagens e onde não pode faltar óleo pra roda girar. Você precisa romper sua própria alienação, entendendo qual o impacto da sua vida individual no todo do coletivo, e como o próprio coletivo depende da forma como você toca sua vida individual. Mas pra que você possa direcionar as engrenagens para outro rumo, antes você precisa superar a barreira psicológica da ignorância intencional, o que não será fácil considerando que tudo ao seu redor conspira para que você não mude de ideia e continue explorando os animais.

Embora algumas críticas do documentário Vegano Periférico sejam superficiais, outras são poderosas e, de fato, parecem atingir o que pretendem, que é simplificar uma postura moralmente simples, mas com impactos sociais complexos. E essa postura é o veganismo.

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Eu sou o Alysson Augusto, e fica aqui meu forte abraço!

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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