A finitude de um fim de tarde

Alguns fins de tarde são únicos e valem por si só em posteriores lembranças. Únicos não apenas por sua complexidade visual, mas pelas pessoas que dispõem de seu tempo para admirarem essa passagem de nuvens junto a nós.

Alguns fins de tarde também são únicos pelos detalhes que os envolvem, nos dando a certeza de que nunca mais respiraremos aquela mesma brisa e nunca voltaremos a prestigiar aquela mesma exata sensação de tocar os pés desnudos na areia.

Mas de todos os fins de tarde podemos extrair algo em comum. Algo que não apenas esteve e está presente a cada pulsação nervosa como também lembra-nos de nossa condição: a finitude das coisas, a impossibilidade de reavermos os mesmos momentos e a falibilidade de nossas expectativas em frente à realidade.

Afinal, até em fins de tarde a tempestade pode começar.

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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