É junho. É frio. É tempo de agasalho e de muita saudade de calor trocado.

Como quem não espera pela chegada do saudoso abraço, me visto de mim mesmo e do amor próprio que tenho, sendo um homem só que envolve-se pelos próprios braços, com mãos tapadas entre axilas apertadas.

Na busca do tão desejado calor, percebo que, mesmo alcançando um auto-aconchego de mim para mim mesmo, ainda falta algo. Posso pôr três meias em cada pé, ceroulas e até mesmo um roupão de veludo por cima do abrigo grosso do qual não me desnudo. Posso até mesmo aceitar que o frio é psicológico e me despir da ideia de que minha pele sente a lambida da geada presente. Mas não posso me iludir e acreditar que falta algo para meu pleno bem-estar.

E estar é o que preciso. Estar contigo, eu digo.

É junho. É frio. É tempo de reconhecer que não se faz felicidade sem agarrar a oportunidade.

Vê se me liga na próxima temporada.

Mestrando em Filosofia (PUCRS). Produzo vídeos de divulgação filosófica no Youtube. Inscreva-se: http://youtube.com/alyssonaugusto

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